O chanceler da China, Wang Yi, afirmou que o assassinato do aiatolá Ali Khamenei na operação conjunta entre Estados Unidos e Israel é "inaceitável".
Segundo nota do Ministério das Relações Exteriores, Wang declarou que "matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime é inaceitável" e que "tais atos violam o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais".
O ministro disse ainda que a China está altamente preocupada com a situação e que se opõe ao uso da força nas relações internacionais.
A declaração ocorreu durante telefonema com o chanceler russo, Sergei Lavrov, no domingo (1º). Lavrov, segundo a chancelaria chinesa, afirmou que os ataques militares contra o Irã prejudicam gravemente a estabilidade no Oriente Médio.
O posicionamento de Pequim em relação ao ataque, iniciado no sábado por meio de uma ofensiva americana e israelense contra o Irã, segue a linha adotada pelo país em outros conflitos. A China pede que as ações militares cessem imediatamente e que sejam retomados o diálogo e as negociações.
O ataque ocorreu em meio a tratativas dos EUA com o Irã sobre o programa nuclear de Teerã, que o presidente americano, Donald Trump, quer ver completamente desmantelado.
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