A subida acelerada dos rios amazônicos em fevereiro colocou 35 municípios do Amazonas em diferentes níveis de preocupação, com o município de Eirunepé já em estado de emergência. O fenômeno, impulsionado por chuvas acima da média nas regiões oeste e centro-sul, ateta diretamente cerca de 173 mil famílias. A Defesa Civil alerta que o pico da cheia em algumas calhas deve ocorrer já nas próximas semanas, antecipando o cronograma histórico da região.
Em resposta à crise, o governo estadual antecipou o envio de ajuda humanitária, incluindo cestas básicas, água potável e purificadores para as comunidades isoladas. Um plano de saúde emergencial também foi ativado para monitorar doenças típicas de enchentes, como leptospirose e malária, além de prever o deslocamento de um barco-hospital para as áreas mais críticas. O objetivo é garantir o abastecimento e a assistência médica básica antes que o isolamento se agrave.
Embora o Serviço Geológico do Brasil aponte que o nível dos rios ainda está próximo da média histórica, a velocidade da enchente preocupa as autoridades, já que o pico habitual costuma ocorrer apenas em junho. O Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos segue em monitoramento permanente para coordenar a logística de transporte e segurança, tentando mitigar os impactos sociais e econômicos para as milhares de famílias atingidas pelas águas.
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