O israelense Gedalya Tauber, apontado como o líder de uma rede internacional de tráfico de órgãos, teve sua extradição da Itália para o Brasil autorizada. Tauber foi capturado no aeroporto de Roma após passar quase uma década foragido, sendo procurado pela Interpol por crimes cometidos em solo brasileiro no início dos anos 2000.
A organização criminosa operava recrutando pessoas em situação de vulnerabilidade, principalmente no Recife, para a venda de rins. Os doadores eram levados para a África do Sul, onde os órgãos eram extraídos e destinados a pacientes estrangeiros. Enquanto as vítimas recebiam cerca de US$ 6 mil, o grupo cobrava valores superiores a US$ 100 mil pelo procedimento clandestino.
Tauber já havia sido condenado pela Justiça de Pernambuco durante a Operação Limpeza, mas fugiu do país em 2004 após obter o benefício de responder em liberdade. Com o retorno ao Brasil, o réu deverá cumprir a pena pelos crimes de remoção ilegal de órgãos humanos e formação de quadrilha.
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