O narcotraficante equatoriano José Adolfo Macías, conhecido como Fito, declarou-se inocente na última segunda-feira (21) diante da Justiça dos Estados Unidos, durante sua primeira audiência em uma corte de Nova York, um dia após ser extraditado. Em meio a fortes medidas de segurança, o líder da violenta facção Los Choneros ouviu as sete acusações que enfrenta incluindo tráfico internacional de drogas e armas e negou todas por meio de seu advogado. As penas para os crimes variam de 20 anos à prisão perpétua.
Fito, que fugiu de um presídio de segurança máxima no Equador em janeiro de 2024 e foi recapturado quase seis meses depois, se tornou símbolo do colapso da segurança pública no país. Sua extradição marca um momento histórico: ele é o primeiro cidadão equatoriano enviado aos EUA após a aprovação, via referendo, da medida proposta pelo presidente Daniel Noboa em sua guerra contra o crime organizado. A operação que o capturou o encontrou escondido em um bunker subterrâneo, sob uma mansão na cidade portuária de Manta.
Considerado uma peça-chave no crescimento da violência no Equador, Fito é apontado como responsável por conexões com cartéis internacionais e suspeito de envolvimento no assassinato do candidato presidencial Fernando Villavicencio em 2023. Segundo o governo americano, Los Choneros atua no tráfico desde os anos 1990 e mantém influência dentro e fora das prisões. Desde 2021, a guerra entre facções já causou mais de 460 mortes em unidades prisionais do Equador, com homicídios nas ruas crescendo quase 800% em apenas cinco anos.
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