A vai suspender suas exportações para Israel de armas para poderiam ser usadas na guerra em Gaza, afirmou o chanceler Friedrich Merz. A declaração segue a aprovação, pelo gabinete de segurança de Israel, de um plano para assumir o controle da Cidade de Gaza. "Nessas circunstâncias, o governo alemão não autorizará nenhuma exportação de equipamento militar que possa ser usado na Faixa de Gaza até novo aviso", afirmou Merz em um comunicado à imprensa.
Segundo o chanceler, é "cada vez mais difícil entender" como o plano militar israelense ajudará o país a atingir objetivos legítimos. Mas de acordo com Merz, "a ação militar ainda mais dura do Exército israelense na Faixa de Gaza, aprovada ontem à noite pelo Gabinete de Segurança de Israel, torna cada vez mais difícil, da perspectiva do governo alemão, prever como esses objetivos serão alcançados."
Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), um instituto de pesquisa independente que analisa conflitos e armamentos, os Estados Unidos foram o maior fornecedor de importações militares de Israel no período entre 2020 e 2024, com a Alemanha em segundo lugar. O plano para assumir o controle da Cidade de Gaza foi aprovado pelo governo israelense após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmar que queria assumir o controle de toda a Faixa de Gaza. O plano aprovado, porém, se concentra especificamente na Cidade de Gaza, a maior cidade do enclave.
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