domingo, 06 de setembro de 2026
31/08/2026   15:45h - Meio Ambiente

Chanceler do Nepal pede união global contra mudanças climáticas após tragédia

O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, pediu à comunidade internacional uma ação conjunta para combater as mudanças climáticas após uma catástrofe que deixou pelo menos 680 mortos e mais de 3 mil desaparecidos no país. O desastre ocorreu na quarta-feira (26), após o colapso de uma geleira provocar deslizamentos de terra e uma forte inundação em áreas do Nepal.

 

O chanceler destacou que o país responde por menos de 0,01% das emissões globais de gases de efeito estufa, mas está entre os mais afetados pelos impactos do aquecimento do planeta. Khanal defendeu uma aliança internacional para proteger os ecossistemas do Himalaia e afirmou que a reconstrução das regiões atingidas deverá custar vários bilhões de dólares.

 

A causa exata do colapso da geleira ainda não foi determinada, mas especialistas alertam que o derretimento acelerado provocado pelo aquecimento global pode aumentar a instabilidade das montanhas. O geólogo Jakob Steiner, da Universidade de Graz, na Áustria, afirmou que o recuo das geleiras expõe rochas e pode elevar o risco de novos deslizamentos. O secretário-executivo da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell, também declarou que o aquecimento global torna eventos extremos mais prováveis, frequentes e graves.

 

As operações de resgate continuam, mas enfrentam dificuldades devido à lama e aos danos provocados pela inundação. Entre os desaparecidos estão 898 nepaleses que trabalhavam em obras de uma usina hidrelétrica na fronteira com a China, muitos deles possivelmente presos em túneis. O governo solicitou apoio de especialistas chineses e indianos, enquanto também busca equipamentos para conservar os corpos das vítimas. A China informou ter compartilhado imagens de satélite, dados hidrológicos e alertas sobre lagos de barreira com as autoridades nepalesas.

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