quinta, 23 de abril de 2026
18/02/2026   13:40h - Mundo

Cessar-fogo frágil mantém tensão na Faixa de Gaza após dois anos de guerra

A rodovia 232, no sul de Israel, tornou-se símbolo do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, quando centenas de pessoas morreram. Dois anos e quatro meses depois, o local ainda carrega marcas do massacre. Na região da fronteira de Kissufim, soldados israelenses monitoram a chamada “Linha Amarela”, estabelecida com o cessar-fogo firmado em outubro, que divide áreas sob controle israelense e territórios administrados pelo Hamas dentro da Faixa de Gaza.

 

Segundo o Exército israelense, a prioridade é impedir violações da trégua e neutralizar infraestruturas consideradas terroristas. O porta-voz militar Nadav Shoshani afirmou que quatro soldados morreram em ataques durante o cessar-fogo e acusou o Hamas de descumprir o acordo. O grupo palestino, por sua vez, acusa Israel de ataques frequentes e responsabiliza o governo israelense pelas mortes registradas desde o início da trégua. A tensão permanece elevada, apesar da calmaria relativa em algumas áreas.

 

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu eliminar o Hamas, mas aceitou o cessar-fogo sob pressão internacional, incluindo do presidente Donald Trump. No terreno, a realidade mostra um conflito ainda longe de solução definitiva, com Gaza devastada, centenas de milhares de deslocados e impasses sobre desarmamento, reconstrução e futuro político do território.

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