O acordo provisório de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã chegou ao fim ontem (17), após 60 dias sem avanços significativos para um entendimento permanente. As negociações se concentraram principalmente na reabertura do Estreito de Ormuz e no fim do bloqueio naval americano ao Irã, mas não houve indicação de concessões entre os dois lados nem de avanço nas discussões sobre o programa nuclear iraniano.
O acordo firmado em junho previa a suspensão das operações militares e um prazo de 60 dias para negociar o fim definitivo do conflito e tratar das atividades nucleares do Irã. No entanto, novos ataques e retaliações levaram ao rompimento de compromissos previstos no documento. Entre as exigências apresentadas por Teerã estão o fim do bloqueio americano, a retirada das forças dos Estados Unidos da região e o pagamento de indenizações pelos danos provocados durante a guerra.
Com o impasse, o tráfego pelo Estreito de Ormuz permanece muito abaixo dos níveis registrados antes do conflito, aumentando as preocupações sobre o abastecimento e os preços de combustíveis. O cenário também pode provocar impactos na economia mundial. O Paquistão, que participou da mediação do acordo, defende a retomada do diálogo entre Washington e Teerã para buscar uma solução para o conflito.
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