O Censo Demográfico 2022 mostrou que 84,9% das pessoas indígenas com 15 anos ou mais estão alfabetizadas, o que representa um aumento em relação aos 76,6% registrados em 2010. Apesar da melhora, a taxa ainda está abaixo da média nacional de 93%. Os dados foram divulgados pelo IBGE e indicam que a alfabetização é especialmente maior entre aqueles que residem em Terras Indígenas protegidas, onde a taxa de analfabetismo caiu significativamente de 32,3% para 20,8%.
Embora a taxa de analfabetismo indígena tenha diminuído de 23,4% para 15% entre 2010 e 2022, esse número ainda é mais do que o dobro da média nacional, que passou de 9,6% para 7%. A pesquisa revela também que a alfabetização tende a aumentar com a idade, mas essa diferença é mais acentuada entre os indígenas, especialmente entre os mais velhos. Além disso, as mulheres indígenas apresentaram uma taxa de analfabetismo ligeiramente superior à dos homens, diferentemente do padrão nacional.
O levantamento também indicou um crescimento significativo no registro de nascimentos entre indígenas, que saltou de 67,3% em 2010 para 89,1% em 2022, embora ainda seja inferior ao da população total (99,2%). O percentual de crianças indígenas sem registro caiu de 7,4% para 5,4%. No entanto, nas Terras Indígenas, o número de registros ainda é inferior, mostrando a necessidade de melhorias nas condições logísticas e no acesso a serviços públicos nessas áreas.
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