quinta, 23 de abril de 2026
28/11/2022   14:04h - Bolsas & Ações

Cenário político e econômico instável derruba mercado de criptomoedas

A crise que atinge o mercado de criptoativos parece estar longe do fim. Entre os anos de 2020 e 2021, houve um momento de euforia e valorização, em 2022, o medo de um possível estouro da "bolha cripto" é real.
 
Quem investiu em bitcoin (BTC) há um ano amarga hoje um prejuízo de quase 66% em relação à aplicação inicial. O mesmo vale para os que adquiriram Ethereum (ETH), que perdeu cerca de 62% de seu valor.
 
As duas criptomedas atingiram seus picos de cotação em 12 de novembro de 2021, chegando a US$ 64.400 e US$ 4.644,43, respectivamente (R$ 344,5 mil e R$ 24,8 mil). Hoje, elas estão cotadas em US$ 20.717,80 e US$ 1.554,62 (R$ 110,8 mil e R$ 8.314). No entanto, para os que compraram BTC nos primeiros três dias de 2020, seu investimento praticamente triplicou. Para os detentores de ETH, a aplicação teria aumentado mais de dez vezes.
 
A dúvida que tira o sono de economistas e investidores é se o "inverno cripto" continuará (e por quanto tempo) ou se essa montanha russa que atingiu os preços nos últimos três anos estaria se estabilizando. O cenário macroeconômico ruim em razão da guerra na Ucrânia, dos impactos da pandemia e da política de aumento de juros do FED (o banco central norte-americano) são alguns dos principais fatores apontados para uma aversão ao risco pelos investidores.
 
Em meio à turbulência, o investidor migrou seus investimentos de ativos de risco, como cripto e ações de tech, para outros mais seguros, como a renda fixa. "Ocorreu de fato uma reprecificação desses ativos de risco num sinal que o dinheiro foi para opções mais seguras", afirma Rudá Pellini, cofundador e presidente da Arthur Mining, empresa de mineração de bitcoin.

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