O ministro do Turismo, Celso Sabino, deve anunciar oficialmente na próxima terça-feira (8) que permanecerá no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo após a direção nacional do União Brasil determinar o rompimento com o Planalto. A decisão do ministro ocorre após conversas com aliados e o apoio de parte da bancada do partido na Câmara, que o incentivou a recuar da carta de demissão já encaminhada ao presidente.
Desde 18 de setembro, o União Brasil determinou que todos os filiados deixassem seus cargos na Esplanada dos Ministérios, após um embate entre Lula e o presidente da sigla, Antonio Rueda. Sabino, no entanto, resistiu à decisão e acompanhou Lula em uma viagem oficial a Belém (PA), relacionada à preparação da COP30. Durante o evento, o ministro chegou a se despedir em tom emocionado, mas também elogiou o presidente e reafirmou fidelidade ao governo petista.
A permanência de Sabino irritou a cúpula do União Brasil, que abriu um processo de expulsão contra o ministro. O relator do caso, deputado Fábio Schiochet, deve apresentar um parecer na próxima quarta-feira (9). Caso o documento recomende a expulsão, a decisão final caberá à Executiva Nacional do partido. De olho em uma candidatura ao Senado pelo Pará em 2026, Sabino aposta na visibilidade do cargo para fortalecer seu nome no cenário político.
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