O caviar é uma das comidas mais valorizadas em todo o mundo. Apreciado como uma iguaria, as ovas de peixe são avaliadas conforme a espécie utilizada e também sua disponibilidade no mercado, podendo ultrapassar valores de 10 mil euros por quilo. No Brasil, o mercado tem crescido cada vez mais: Em 2020 foram importadas mais de 6 toneladas da iguaria; o mercado mundial deve movimentar US$ 500 milhões até 2023, um crescimento de cerca de 5,7% desde 2018, segundo a Orbis Research.
Com uma das maiores biodiversidades de peixes de todo o mundo, o Amazonas tem um grande potencial para se tornar um polo produtor deste item. É com essa proposta que o biólogo César Oishi idealizou o projeto ‘Pérolas da Amazônia’, selecionado entre os projetos do PPBio para receber investimentos a partir da Lei de Informática. O objetivo do projeto, segundo Oishi, é trabalhar com um coproduto do tambaqui, o ovário e as ovas – transformando-os em um produto nobre, agregando valor e lançando um produto inédito a partir dos peixes amazônicos. “Normalmente esse produto, oriundo da piscicultura, é descartado pela falta de um manejo adequado e destinação. O uso desse material como iguaria agrega valor e valoriza espécies da região.
No Brasil, esse trabalho só existe até então com trutas e tainhas, na região Sul. Atualmente o projeto está em fase de teste com mais de 20 variações de produtos, com base nos análogos ou sucedâneos do caviar de tambaqui, dentre essas variações, três serão escolhidos como carros-chefe da produção. O próximo passo será lançar esses três produtos – mais a farofa de jaraqui – e ganhar visibilidade no mercado e inaugurar o produto no mercado porque ele ainda não saiu de dentro da empresa.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.