Da castanha-do-brasil coletada por famílias extrativistas ao pirarucu manejado por comunidades ribeirinhas, a sociobiodiversidade amazônica movimenta economias locais, gera renda e ajuda a manter a floresta em pé. Para fortalecer essas cadeias produtivas e ampliar as oportunidades para quem vive nos territórios, o Sebrae Amazonas e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) iniciaram a execução do plano de trabalho do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as instituições, com ações previstas para os municípios do estado.
O plano foi formalizado após a assinatura do acordo, realizada em 14 de maio, e prevê uma série de iniciativas voltadas ao empreendedorismo de base comunitária, à qualificação de produtores, à regularização de empreendimentos e à inovação em negócios ligados à sociobiodiversidade amazônica. Entre as cadeias prioritárias estão a Castanha-do-Brasil e o Pirarucu de Manejo, atividades que representam importantes fontes de renda para centenas de famílias em comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas.
As ações serão desenvolvidas em territórios onde o IABS já atua por meio do Projeto Rural Sustentável Amazônia (PRS-Amazônia), iniciativa que apoia organizações socioprodutivas formadas por agricultores familiares, extrativistas, povos indígenas e comunidades tradicionais. A proposta é fortalecer a capacidade de gestão desses empreendimentos, ampliar o acesso a mercados, estimular processos de inovação e criar condições para que os produtos da floresta alcancem maior valor agregado.
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