A partir de 1º de outubro, as casas de apostas representadas pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) proibirão o uso de cartão de crédito para jogos de azar online e apostas esportivas. A decisão, anunciada nessa semana, antecipa uma norma que seria implementada pelo Ministério da Fazenda em janeiro de 2025, e surge em resposta à crescente preocupação sobre os gastos dos brasileiros com apostas, conforme apontado por uma nota técnica do Banco Central.
Plínio Jorge, presidente da ANJL, afirmou que todos os membros da associação seguirão a recomendação de encerrar operações com cartão de crédito. Embora a porcentagem de apostas feitas por esse meio seja considerada baixa, abaixo de 3%, a proibição atende a demandas do varejo e do setor bancário, que temem um aumento na inadimplência entre os apostadores, dado que 86% deles já enfrentam dívidas, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva.
Além disso, dados do Banco Central revelam que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em apostas via Pix em agosto, representando 20% do total repassado pelo programa no mês. No total, as apostas via Pix atingiram R$ 21,1 bilhões. Este volume supera as projeções do Ministério da Fazenda, que agora revisa suas estimativas, indicando um potencial de mais de R$ 200 bilhões em apostas apenas com o sistema de pagamentos instantâneos.
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