Assessores próximos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendem que a guerra com o Irã não se agrave antes das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Segundo quatro pessoas familiarizadas com as discussões internas, a estratégia busca evitar que o conflito, considerado impopular entre os norte-americanos, prejudique o desempenho dos republicanos nas urnas.
Enquanto tenta limitar a escalada militar, o governo pretende ampliar a pressão econômica sobre o Irã por meio de sanções e do bloqueio naval no Estreito de Ormuz. A medida busca obter concessões em futuras negociações, após meses de ações militares sem resultados suficientes para Washington. Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada no fim de agosto aponta que 31% dos norte-americanos aprovam a guerra, enquanto 63% a desaprovam.
A estratégia, porém, enfrenta dificuldades diante da continuidade dos ataques entre os dois países. Além da pressão política, autoridades norte-americanas apontam limitações logísticas, incluindo a necessidade de recompor estoques de munições. O vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio estão entre os integrantes do governo que apoiam a tentativa de manter o conflito relativamente contido até novembro.
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