O carnaval segue como um dos principais motores da economia do Rio de Janeiro e deve repetir ou até superar os R$ 5,7 bilhões movimentados no ano passado, segundo estimativa da Riotur. O impacto vai além dos dias oficiais de festa, envolvendo uma ampla cadeia produtiva que começa semanas antes, com ensaios, eventos de pré-carnaval, produção de fantasias, figurinos, instrumentos e a chegada de turistas à cidade.
De acordo com o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, a principal mudança nos últimos anos é a descentralização da festa, que hoje se espalha por mais de um mês e por diversos bairros. Esse novo formato exige planejamento mais integrado para garantir mobilidade, organização do fluxo de pessoas e convivência com a rotina urbana, ampliando também o alcance econômico do evento.
No comércio, a expectativa é de crescimento de cerca de 5% nas vendas durante o carnaval de 2026, com destaque para os setores de vestuário, calçados, acessórios, beleza e artigos de festa.
Empresas que atuam diretamente com o público carnavalesco relatam alta antecipada na demanda. Segundo o empresário Leo Zonenschein, da Dimona, o período exige planejamento prévio e maior volume de produção, com previsão de crescimento de até 60% nas vendas, impulsionado por ativações espalhadas pela cidade ao longo da temporada.
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