Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 85% da receita do carnaval 2023 deve ser gerada por três segmentos: bares e restaurantes, transporte de passageiros e serviços de hotelaria e hospedagem. A movimentação esperada dos setores é de respectivamente: R$ 3,63 bilhões, R$ 2,35 bilhões e R$ 890 milhões.
A CNC informa que os demais 15% se dividem entre empresas de lazer e cultura e outros segmentos, como aluguel de veículos e agências de viagem.
Em 2020, o último carnaval antes da pandemia de Covid-19 ter sido decretada, o volume financeiro foi de R$ 8,47 bilhões. De acordo com a CNC, em 2021, essa marca mostrou uma queda de 43% nas receitas, contabilizando R$ 4,82 bilhões, por conta das medidas de restrição.
José Roberto Tadros, presidente da CNC, diz que o principal obstáculo ao restabelecimento das receitas ao nível pré-pandemia é o atual contexto econômico menos favorável. “Os reajustes de preços de praticamente todos os segmentos, o aumento significativo da taxa de juros e o alto comprometimento da renda com dívidas fazem com que os gastos com lazer sejam comedidos, mas ainda assim consideravelmente maiores do que em 2021”, afirma o presidente.
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