Os planos de governo dos principais candidatos à Presidência nas eleições de 2026 apresentam propostas para áreas como alfabetização, ensino técnico, formação de professores e organização da educação básica. Entre os pontos em comum estão a defesa da melhoria da aprendizagem e a ampliação da educação profissional, mas os programas divergem em temas como métodos de alfabetização, escolas cívico-militares e atribuições do Ministério da Educação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza os planos oficiais apresentados pelas candidaturas.
Na alfabetização, Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão) defendem o uso do método fônico. Lula (PT) propõe dar continuidade ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, criado em 2023, além de estabelecer metas para ampliar a alfabetização na idade adequada. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) também colocam a alfabetização como uma das prioridades, com propostas envolvendo formação de professores, avaliação e recomposição das aprendizagens. Augusto Cury (Avante) prevê ações voltadas à alfabetização na idade certa, sem especificar uma metodologia única.
O ensino técnico e profissionalizante também aparece nos programas. Lula propõe ampliar a rede de institutos federais, principalmente em regiões com menor oferta educacional, e relacionar a formação a áreas como tecnologia e indústria verde. Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado defendem maior aproximação entre instituições de ensino e setor produtivo, enquanto Zema prevê ampliar cursos técnicos e estabelecer parcerias com instituições privadas e o Sistema S. Renan Santos propõe direcionar parte da formação superior para áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, e Cury defende o ensino técnico integrado ao ensino médio e iniciativas relacionadas ao primeiro emprego.
As escolas cívico-militares aparecem nos programas de Flávio Bolsonaro, Renan Santos e Romeu Zema, com propostas distintas sobre sua utilização. Na formação docente, Zema e Caiado apresentam medidas voltadas à qualificação e à prática profissional, enquanto Lula prevê a continuidade de programas de incentivo à formação de professores. Também há diferenças sobre a estrutura federal: Zema propõe transferir o ensino superior para o Ministério da Ciência e Tecnologia, mantendo o MEC concentrado na educação básica e na formação docente; Flávio Bolsonaro apresenta proposta semelhante, enquanto Renan Santos defende a fusão do Ministério da Educação com o Ministério da Cultura.
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