A Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal, realizada de 1º a 7 de novembro, reforça a importância de observar alterações na boca e manter consultas odontológicas periódicas. Feridas que não cicatrizam, manchas na língua e áreas endurecidas podem indicar problemas que precisam de avaliação profissional. O câncer bucal pode atingir os lábios, a língua, as gengivas, as bochechas e o céu da boca, e nem sempre provoca dor nas fases iniciais.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Quando associados, eles aumentam ainda mais o risco da doença. A infecção persistente por determinados tipos de HPV também está relacionada a cânceres da região da orofaringe, enquanto a exposição solar prolongada sem proteção pode favorecer o câncer de lábio. Evitar o tabaco, reduzir o consumo de álcool, proteger os lábios do sol e manter uma alimentação equilibrada são medidas importantes de prevenção.
Feridas que persistem por cerca de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas, sangramentos sem causa aparente, nódulos no pescoço, dificuldade para mastigar ou engolir e rouquidão persistente merecem atenção. Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas devem ser avaliados por um profissional. O cirurgião-dentista pode examinar a cavidade oral, identificar alterações suspeitas e indicar exames complementares, quando necessário. O diagnóstico depende de avaliação clínica e, em alguns casos, de biópsia.
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