A Câmara dos Deputados estuda alternativas para ajustar a proporcionalidade da representação estadual, conforme exigência do Supremo Tribunal Federal (STF) baseada no Censo de 2022. Entre as propostas estão aumentar o número total de deputados de 513 para 531, revisar o número mínimo de cadeiras para estados menos populosos ou até realizar um novo Censo. Estados como Pará e Amazonas seriam beneficiados com mais cadeiras, enquanto Rio de Janeiro, Piauí e Paraíba perderiam representatividade.
O Congresso tem até 30 de junho de 2025 para decidir, antes que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) implemente as mudanças. O tema, considerado prioritário para as bancadas afetadas, mobiliza líderes políticos, incluindo Hugo Motta (Republicanos-PB), possível sucessor de Arthur Lira na presidência da Câmara. A possibilidade de aumentar as cadeiras enfrenta objeções devido ao impacto financeiro e à pressão da opinião pública, tornando essa solução politicamente sensível.
Deputados de estados favorecidos pelo Censo, como Amazonas, tentam formar alianças com bancadas de estados neutros para avançar o projeto no Congresso. O relator da proposta, Capitão Alberto Neto (PL-AM), reconhece que o debate será polêmico no primeiro semestre de 2025, dado seu impacto no equilíbrio político e na estrutura da Casa.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.