Um estudo internacional publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) revela que o aquecimento global pode ser até duas vezes mais intenso dentro das cidades do que o estimado por modelos climáticos comuns. Ao analisar 104 municípios tropicais e subtropicais, os pesquisadores descobriram que 81% das áreas urbanas aquecem muito mais rápido que as zonas rurais vizinhas devido ao efeito de "ilha de calor".
O fenômeno ocorre porque materiais como asfalto e concreto retêm a energia solar durante o dia e a liberam lentamente à noite, impedindo o resfriamento das cidades. No Brasil, municípios como Campo Grande foram destacados na análise; embora a vegetação local ajude a amenizar o impacto, as cidades brasileiras seguem a tendência de alta térmica regional, aumentando a frequência de ondas de calor severas.
Os especialistas alertam que a expansão urbana sem planejamento e a redução de áreas verdes podem agravar ainda mais esse cenário, gerando sobrecarga nos sistemas de energia e riscos graves à saúde pública. Com a temperatura média global já atingindo níveis críticos em 2024, a adaptação das infraestruturas urbanas tornou-se uma urgência para mitigar o desconforto térmico extremo.
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