Tuesday, 09 de June de 2026
02/10/2023   08:00h - Meio Ambiente

BUNGE: três cientistas brasileiros foram premiados com o Nobel da Pesquisa, um deles é do INPA

Inspirada no Nobel, honraria foi entregue a cientistas que são referência nas áreas de agricultura sustentável e conhecimento e estratégia contra a fome.

 

Os pesquisadores brasileiros Adalberto Luis Val, Fernando Shintate Galindo e Lissandra Amorim Santos receberam na noite desta quinta-feira (28) o Prêmio Fundação Bunge, honraria inspirada no Nobel e que reconhece o mérito científico, literário e artístico no país desde 1955. Neste ano, os cientistas foram laureados por seus trabalhos em “Soluções baseadas na natureza para agricultura sustentável e inclusiva” e “Conhecimentos e estratégias contra a fome”.

 

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Luis Val, foi agraciado na categoria Vida e Obra, no tema Soluções baseadas na natureza para agricultura sustentável e inclusiva. Reconhecido mundialmente por seus estudos relacionados à fisiologia e a adaptação dos peixes às mudanças geológicas e climáticas da região, Val busca entender como as mudanças aceleradas causadas pelo homem provocam impacto nos peixes da região amazônica e como isso se relaciona com a população, grande consumidora desses organismos. Hoje, os peixes representam 90% de toda a proteína consumida na região amazônica.

 

“A Amazônia e os seres que nela vivem são o resultado de adaptações e modificações genéticas que somam 65 milhões de anos de evolução, desde que os Andes começaram a se levantar. É uma história de tectonismo e de mudanças. A questão é que a ação do homem está modificando muito rapidamente o bioma. Os peixes amazônicos, por exemplo, conseguiram desenvolver aptidões para viver em temperaturas mais altas. Mas um pequeno aumento dessa temperatura vai afetá-los profundamente, porque já estão no limite, e não conseguiriam sobreviver”, explica o pesquisador.

 

Ainda nesta área, Fernando Shintate Galindo, pesquisador da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Dracena), foi agraciado na categoria Juventude, destinada a pesquisadores com até 35 anos, por seus estudos sobre o uso eficiente de fertilizantes, manejo sustentável de nutrientes e fitotecnia de culturas de grande escala, como soja, milho e cana-de-açúcar. Os trabalhos do pesquisador mostram que o uso de bioinsumos em lavouras de milho, por exemplo, pode reduzir em até 25% o uso de adubos nitrogenados.

 

“A agricultura brasileira é extremamente dependente de fertilizantes. Com a guerra entre Rússia e Ucrânia, o preço desse produto foi às alturas. A bactéria melhora a absorção e a captura do nutriente, minimizando as perdas e o impacto ambiental, ao mesmo tempo em que promove o crescimento da planta, gerando um ganho de produtividade”, explica Galindo. Já no tema Conhecimentos e estratégias contra a fome, a pesquisadora do Centro Internacional de Equidade em Saúde (International Center of Equity in Health - ICEH) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Lissandra Amorim Santos, foi premiada na categoria Juventude. Lissandra foi reconhecida por suas pesquisas em desigualdade de gênero em nutrição e saúde. Mulheres bem cuidadas geram crianças mais saudáveis. Parece óbvio, mas, nem tanto, porque não vemos isso na nossa sociedade”, afirma a cientista.

Andrea Marquez, representante da diretoria da Bunge, ressaltou que quem faz todo o processo de indicação e avaliação dos currículos dos pesquisadores que participam do Prêmio é a academia brasileira. “Este ano tivemos 120 pesquisadores indicados, ou seja, temos três nomes que representam muito bem a ciência brasileira”, disse.

 

A Fundação Bunge

A Fundação Bunge, entidade social da Bunge no Brasil, há mais de 60 anos atua para gerar impactos positivos na sociedade em territórios e setores estratégicos para a Bunge, fomentando a diversidade com promoção dos direitos humanos por meio da inclusão produtiva e do estímulo à economia de baixo carbono, estimulando a ciência e a preservação da memória. A Fundação é o pilar social da Bunge, líder mundial no processamento de sementes oleaginosas e na produção e fornecimento de óleos e gorduras vegetais especiais, que tem como propósito conectar agricultores a consumidores para fornecer alimentos, nutrição animal e combustíveis essenciais para o mundo. Valorizamos nossas parcerias com os agricultores para melhorar a produtividade e a eficiência ambiental da agricultura em nossas cadeias de valor e para levar produtos de qualidade de onde eles crescem para onde são consumidos.

 

Ao mesmo tempo, colaboramos com nossos clientes para pensar e criar o futuro dos alimentos, desenvolvendo soluções personalizadas e inovadoras para atender às necessidades e tendências alimentares em evolução em todas as partes do mundo.

 

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