Em 1982, os quatro motores do Boeing 747-200, a maior aeronave da época, pararam numa emergência sem precedentes. Sem saber o que estava acontecendo, pilotos conseguiram reverter a situação e pousar em segurança. Incidente trouxe lições sobre o perigo que as cinzas vulcânicas trazem aos voos. Em uma noite escura nos céus do oceano Índico, o comandante Eric Moody pegou o interfone do Boeing 747 para fazer aquele que se tornou, talvez, o anúncio aos passageiros mais famoso da aviação em todos os tempos:
“Senhoras e senhores, aqui quem fala é o comandante. Nós estamos com um pequeno problema. Todos os quatro motores pararam de funcionar”, disse ele com uma serenidade britânica. “Nós estamos fazendo o nosso maldito melhor para controlar a situação. Espero que vocês não estejam muito angustiados”. Suas palavras se tornaram um exemplo de profissionalismo em uma história que, por muito pouco, não acabou em tragédia.
E os ensinamentos que ela trouxe ajudam a deixar as viagens de avião mais seguras até os dias de hoje. O incidente aconteceu em 24 de junho de 1982, no voo British Airways 009. Moody, 41, estava ao lado do copiloto Roger Greaves, 32, e do engenheiro de voo Barry Townley-Freeman, 40. Na ocasião, ainda existia a figura do engenheiro de voo, função hoje extinta na aviação comercial regular de passageiros devido à automação das aeronaves.
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