A retirada foi a maior desde 2015, quando o valor chegou a mais de R$ 53 bilhões.
Sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço sempre foi um “alívio” financeiro para muitos trabalhadores brasileiros. No entanto, o ano de 2022 registrou a maior quantidade de retirada do benefício desde que foi criado. Ao todo, R$ 103,24 bilhões a mais do foi depositado na caderneta de poupança foi sacado, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). O valor mais alto foi registrado em 2015, quando houve uma retirada de R$ 53 bilhões.
O aumento na rentabilidade não foi suficiente para manter o interesse na aplicação financeira do FGTS. Felizmente, nem tudo são decepções, o desempenho de dezembro foi positivo em R$ 6 bilhões. Em 2022, a caderneta registrou captação líquida somente em abril e dezembro, nos demais meses, os saques superaram os depósitos.
Anteriormente, as quantias financeiras em poupanças rendiam 70% da taxa de juros básicos da economia (Selic), porém, desde dezembro 2022, a aplicação passou a render o equivalente à taxa referencial (TR), ou seja, mais de 6,17% ao ano, enquanto a Selic agora circula em 8,5% ao ano. No que se refere aos juros básicos , a taxa este ano gira em torno de 13,75% ao ano, fazendo com que a aplicação financeira deixe de perder para a inflação pela primeira vez em dois anos.
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