A carga tributária bruta (CTB) do Brasil alcançou, em 2024, o maior nível dos últimos 22 anos, atingindo 32,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso representa um aumento de 1,98 ponto percentual em relação a 2023, quando o indicador era de 30,22%. A Receita Federal revisou a metodologia de cálculo para se alinhar aos padrões internacionais (FMI e OCDE), excluindo contribuições ao FGTS e ao Sistema S, que não são consideradas receitas governamentais, e recalculou os anos anteriores para manter a comparabilidade da série histórica.
O aumento da arrecadação em 2024 foi impulsionado pela majoração de tributos nas três esferas de governo, com destaque para os âmbitos federal e estadual. No nível federal, as maiores contribuições vieram da elevação do PIS/Pasep e da Cofins, além do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRPF). Já nos estados, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) foram os principais responsáveis pelo crescimento.
A análise da Receita Federal também mostra mudanças na distribuição da arrecadação. Enquanto a União (66,14%) e os municípios ampliam suas fatias, os Estados (26,28%) registraram o menor patamar de participação na arrecadação total desde 2015. Apesar de a carga tributária brasileira estar próxima da média da OCDE, o relatório aponta que a composição é diferente, com o Brasil apresentando uma menor tributação sobre renda e propriedade.
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