A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, atingindo o menor nível histórico para o período desde 2012. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país conta agora com o recorde de 102,5 milhões de pessoas ocupadas, impulsionado especialmente pelos setores de serviços e construção civil.
Além do aumento nas contratações, o rendimento médio real do trabalhador subiu para R$ 3.150, uma alta de 4,2% em relação ao ano anterior. Esse crescimento da massa salarial injeta mais recursos na economia e aumenta o poder de consumo das famílias, embora o Banco Central monitore o impacto desse aquecimento sobre a inflação de serviços.
Apesar dos recordes de ocupação, a informalidade ainda atinge 38,9% dos trabalhadores, o que representa cerca de 40 milhões de brasileiros atuando sem carteira assinada. Especialistas apontam que, embora o volume de vagas tenha crescido drasticamente, a qualidade e a estabilidade desses postos de trabalho permanecem como desafios estruturais para o país.
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