O Brasil registrou uma queda de 46% nos focos de incêndio no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram 19.277 ocorrências entre janeiro e junho deste ano, contra 35.938 em 2024, quando o país enfrentou uma onda de queimadas impulsionada por um forte El Niño. O Mato Grosso lidera o ranking de 2025, com 3.538 focos, seguido por Tocantins, Bahia e Maranhão.
O Pará, estado-sede da COP30, aparece em quinto lugar com 1.203 focos, uma redução de 37% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar da queda nos incêndios, o desmatamento na Amazônia voltou a crescer. Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que, em maio, foram desmatados 960 km² na região, um aumento de 92% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Segundo Luciana Vanni Gatti, coordenadora do laboratório de gases de efeito estufa do Inpe, o cenário pode ser reflexo das áreas queimadas em 2024. Ela avalia que o aumento do desmatamento pode estar relacionado à extração de madeira em regiões já atingidas pelo fogo no ano passado, contribuindo para novas perdas ambientais mesmo com a redução dos focos de incêndio.
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