O Brasil registrou em 2024 um fluxo cambial negativo de US$ 15,9 bilhões. Foi a terceira maior saída líquida anual de dólares do País desde 2008, quando começa a série histórica do Banco Central.
Esses resgates de dólares só foram maiores que no ano passado em 2019 e em 2020, quando atingiram US$ 44,768 bilhões e US$ 27,923 bilhões, respectivamente – período marcado pelos efeitos da pandemia de covid-19.
Ao longo de 2024, o dólar se valorizou 27,3% em relação ao real, passando de R$ 4,85, no início do ano, a R$ 6,18. A moeda americana, que já vinha com tendência de alta desde a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, acelerou os ganhos ante o real depois do anúncio do pacote de contenção de gastos do governo, no fim de novembro, considerado por economistas e analistas de mercado como insuficiente para reequilibrar as contas públicas.
Diante da disparada das cotações no mês passado, o BC realizou diversas intervenções vendendo moeda no mercado de câmbio. Ao todo, foram colocados US$ 21,5 bilhões (cerca de 6% das reservas do País) em leilões à vista no mercado – a maior injeção de recursos em um único mês da história do regime flutuante de câmbio, em vigor desde 1999.
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