O Brasil, um país continental com uma fauna e flora extremamente diversificada, está entre os lugares com maior incidência de tráfico ilegal de animais silvestres do mundo. Compartilhando esse ranking com países como China, Indonésia, Malásia e Tailândia, o Brasil enfrenta um desafio significativo na proteção de suas espécies.
Segundo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), estima-se que o contrabando de espécies nativas ou em rotas migratórias dentro do Brasil gere um lucro anual de US$ 2 bilhões, aproximadamente R$ 10,3 bilhões. Globalmente, esse tipo de crime fica atrás apenas do tráfico de drogas e de armas.
“Temos um significativo déficit de fiscalização em nosso país, especialmente nas rodovias e fronteiras. No entanto, eu acredito que o maior problema seja a falta de penas mais rigorosas para quem caça ou retira animais silvestres da natureza para fins comerciais, de forma ilegal”, diz Raquel Machado, fundadora e presidente do Instituto Libio.
“Aves, répteis, primatas e peixes ornamentais são os mais visados e vendidos como animais de estimação exóticos, ingredientes para a medicina tradicional ou para outros fins lucrativos. Essa atividade ilegal é uma ameaça para a nossa biodiversidade, mas também tem seu lado criminoso, por estar associada a práticas como lavagem de dinheiro, corrupção e violência”, ressalta Raquel.
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