O Brasil alcançou no trimestre encerrado em outubro a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica do IBGE, em 2012: 5,4%. A queda acompanha o aumento do número de pessoas ocupadas, que chegou a 102,5 milhões, e o recorde de trabalhadores com carteira assinada, totalizando 39,1 milhões. Os dados fazem parte da Pnad Contínua, divulgada ontem (28), e mostram também que o contingente de desocupados caiu para 5,9 milhões, o menor já registrado.
O avanço do emprego impulsionou a massa de rendimento dos trabalhadores, que atingiu R$ 357,3 bilhões, maior valor da série e 5% acima do registrado no mesmo período de 2024. Segundo o IBGE, o aumento da renda e da ocupação fortalece o consumo, funcionando como contraponto ao cenário de juros altos, a taxa Selic está em 15% ao ano. A pesquisa destaca ainda que setores como construção e administração pública foram os que mais ampliaram vagas no trimestre.
A informalidade permaneceu em 37,8%, representando 38,7 milhões de trabalhadores, enquanto o número de contribuintes para a previdência alcançou nível recorde, com 67,8 milhões de pessoas. Um dia antes da divulgação da Pnad, o Caged informou que o país registrou saldo positivo de 85,1 mil vagas formais em outubro, acumulando 1,35 milhão de novos postos com carteira assinada em 12 meses.
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