Entre janeiro e dezembro de 2024, o Brasil registrou um aumento de 79% nas áreas queimadas em comparação ao ano anterior, segundo o MapBiomas Fogo. Foram afetados 30,8 milhões de hectares, a maior extensão desde 2019 e superior ao território da Itália. A maior parte das queimadas (73%) atingiu vegetação nativa, especialmente florestas, impactando significativamente os biomas Amazônia e Cerrado.
O fenômeno El Niño e um período prolongado de seca foram apontados como fatores agravantes, aliados à ação humana. Na Amazônia, o fogo consumiu 17,9 milhões de hectares, sendo 6,8 milhões de florestas, enquanto o Cerrado perdeu 9,7 milhões de hectares, 85% de vegetação nativa. Pesquisadores alertam para os riscos de novas queimadas em áreas florestais e destacam a necessidade de ações urgentes contra a crise ambiental.
Entre os estados mais afetados estão Pará, Mato Grosso e Tocantins, que juntos somaram mais de 16 milhões de hectares queimados. O Pantanal perdeu 1,9 milhão de hectares e a Mata Atlântica, 1 milhão. No Pampa, houve a menor área queimada desde 2019 devido às chuvas intensas relacionadas ao El Niño, um contraste à devastação enfrentada em outras regiões do país.
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