O Brasil apresentou, nesta terça-feira (25), durante a COP17 da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, na Mongólia, suas primeiras metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN). O país se comprometeu a restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados de áreas degradadas até 2030, com ações voltadas à recuperação da vegetação nativa, sistemas agroflorestais e conservação de áreas protegidas e bacias hidrográficas.
Além da restauração, o plano prevê ações de prevenção, conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de quilômetros quadrados. Somadas, as áreas de restauração e conservação correspondem a 3,67 milhões de quilômetros quadrados incluídos nas metas brasileiras de LDN.
O Brasil adotou 2020 como ano de referência, quando foram identificados 55,7 milhões de hectares com tendência à degradação. Para alcançar a neutralidade até 2030, o país deverá chegar ao fim do período com pelo menos a mesma quantidade de terras saudáveis e produtivas. As ações incluem áreas de preservação permanente, unidades de conservação e territórios indígenas.
O conceito de Neutralidade da Degradação da Terra foi formalizado pela ONU em 2015, mas o Brasil apresentou sua meta quase dez anos depois. O país havia instituído, também em 2015, a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, mas a Comissão Nacional de Combate à Desertificação, criada no mesmo contexto, foi posteriormente extinta e só retomada e reorganizada em 2024.
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