O Sul do Brasil e países vizinhos devem registrar a partir desta semana a primeira grande onda de tempestades severas associada ao El Niño de 2026-2027. Segundo a MetSul Meteorologia, a instabilidade provocada pelo encontro de uma massa de ar frio com um ar excepcionalmente quente em altitude causará chuvas fortes e temporais de quinta-feira (16) até terça-feira (21). Há um risco elevado de formação de "supercélulas" com vendavais destrutivos, granizo grande, microexplosões e tornados no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina.
A previsão aponta para acumulados de chuva de 100 mm a 200 mm em vários municípios gaúchos, podendo ultrapassar os 300 mm em áreas isoladas. Esse cenário gera alertas para inundações repentinas, transbordamento de córregos e alagamentos urbanos e rurais. Para enfrentar o período, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) informou que reforçou sua rede de observação na Região Sul, inclusive com a reinstalação de equipamentos que haviam sido danificados em 2024.
O combustível para esse evento extremo vem de uma atmosfera superaquecida e de uma corrente de jato em baixos níveis, um corredor de vento atipicamente intenso vindo da Bolívia e do Centro-Oeste brasileiro. Especialistas alertam que este é apenas o primeiro de vários episódios semelhantes projetados para os próximos meses, especialmente durante o final do inverno e ao longo da primavera.
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