quarta, 21 de outubro de 2026
14/09/2026   14:20h - Meio Ambiente

Brasil pode registrar seis ondas de calor até o fim de 2026, aponta Cemaden

O Brasil pode enfrentar pelo menos seis ondas de calor até o fim de 2026, segundo análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). O levantamento considera 47 anos de registros durante períodos de El Niño e aponta que a quantidade de episódios pode ser ainda maior. Entre 2023 e 2024, por exemplo, foram registradas nove ondas de calor, o maior número desde 1979.

 

As ondas de calor são caracterizadas pela permanência de temperaturas máximas e mínimas excepcionalmente elevadas por pelo menos três dias consecutivos. O fenômeno costuma estar associado a áreas de alta pressão que permanecem estacionadas sobre determinada região, dificultando a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas. Com o aumento da temperatura média global, esses episódios também passaram a ser mais frequentes e abrangentes no Brasil.

 

As previsões indicam temperaturas acima da média em grande parte do país em setembro, com possibilidade de marcas até 3°C superiores ao normal em algumas áreas. O calor intenso pode agravar a seca e aumentar o risco de incêndios, principalmente em regiões entre a Amazônia e o Pantanal. Um levantamento apontou 560 municípios em nível de alerta alto para fogo, abrangendo mais de 3 milhões de quilômetros quadrados, cerca de 35% do território nacional.

 

O cenário também pode pressionar a saúde da população, o consumo de energia e os recursos hídricos, além de afetar a produção de alimentos. Dados do Índice Integrado de Seca indicam que 157 municípios já enfrentavam situação de seca severa, com maior concentração no Norte e Nordeste. Apesar dos alertas, ainda não é possível afirmar se o El Niño de 2026 terá a mesma intensidade dos episódios mais extremos, mas o aquecimento global pode favorecer ondas de calor mais frequentes, intensas e prolongadas.

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