O Brasil registrou US$ 11,4 bilhões em exportações de minerais críticos, grupo que inclui cobre, nióbio, silício, níquel, lítio, grafite, terras raras, fosfato e potássio e suas respectivas cadeias produtivas em 2025. Desse montante, a União Europeia (UE) foi o destino de US$ 4,3 bilhões, o que representa uma fatia de 37,6% do total exportado pelo país. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14) em um estudo técnico da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que mapeou fluxos comerciais e oportunidades de investimentos estrangeiros no setor.
O levantamento destaca que o Brasil se posiciona como um fornecedor estratégico global para atender à crescente demanda por transição energética e digitalização. Diante do esforço europeu para diversificar seus fornecedores por meio de mecanismos como o Critical Raw Materials Act (CRMA), o país desponta como um parceiro ideal.
Fatores como a recente conclusão do acordo entre Mercosul e União Europeia, somados a uma matriz energética predominantemente renovável, reforçam o potencial brasileiro para atração de capitais de longo prazo. De acordo com a ApexBrasil, a cooperação econômica não deve se limitar à extração primária, existindo um amplo espaço para ampliar as etapas de refino, processamento e fabricação de produtos de alto valor agregado em solo nacional.
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