O Brasil lançou, nesta terça-feira (11/11), o Mutirão contra o Calor Extremo, durante a abertura da sessão de alto nível da COP30, em Belém (PA). A iniciativa, liderada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, integra o Compromisso Global de Resfriamento, co-presidido pelo Brasil e pelos Emirados Árabes Unidos, e tem como meta acelerar a adoção de soluções sustentáveis de refrigeração e fortalecer a resiliência das cidades frente ao aumento das temperaturas.
Marina Silva destacou que o combate às ondas de calor exige ações integradas de adaptação, mitigação e transformação dos modelos de desenvolvimento, ressaltando os impactos do aquecimento na biodiversidade, saúde pública e sistemas produtivos. Segundo a ministra, mais de 500 mil pessoas morrem anualmente em decorrência do calor extremo, em especial crianças e idosos, e grande parte dos óbitos não é oficialmente registrada como relacionada ao clima.
O mutirão será implementado no Brasil por meio do Programa Cidades Verdes Resilientes, em parceria com os ministérios das Cidades e da Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta prevê ações como mapeamento de riscos climáticos, infraestrutura verde e azul, e eficiência energética em equipamentos urbanos. Segundo o secretário Adalberto Maluf, o plano busca reduzir em 68% as emissões de gases de efeito estufa até 2050 e aumentar em 50% a eficiência de novos aparelhos de ar-condicionado. A ONU Meio Ambiente classificou a iniciativa como essencial para proteger populações vulneráveis e reduzir desigualdades em meio à crise climática global.
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