O governo brasileiro, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), lançou o primeiro módulo de Monitoramento do Desenvolvimento na Infância integrado ao Sistema de Atenção à Saúde Indígena (Siasi). A nova ferramenta tecnológica visa padronizar e qualificar o acompanhamento pediátrico de crianças de 0 a 10 anos, permitindo a identificação precoce de doenças e agravos que antes eram de difícil rastreio devido à falta de campos específicos no sistema.
O módulo funcionará como um suporte estratégico para as equipes multidisciplinares, facilitando a organização da puericultura e a avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor. Entre as funcionalidades, destacam-se a triagem neonatal, o rastreio de sinais de risco para o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o monitoramento de vulnerabilidades, como situações de violência. Segundo a diretora Putira Sacuena, a inovação garante uma supervisão integral e personalizada para as comunidades indígenas.
Além do monitoramento clínico, a iniciativa fortalece a integração entre a atenção primária, a vigilância em saúde e o respeito aos saberes das medicinas indígenas. Ao centralizar dados estatísticos e clínicos, o governo busca otimizar o planejamento de políticas públicas e assegurar um atendimento mais ágil e eficiente em territórios muitas vezes isolados. Mais informações sobre as ações de saúde para os povos originários podem ser acompanhadas no portal oficial da Sesai.
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