A intenção da Venezuela de anexar dois terços do território da Guiana instalou um clima de alta tensão na região e levou o Brasil a ampliar sua presença militar na fronteira.
O Exército mandou para Pacaraima, em Roraima, mais 60 militares. Eles vão se juntar aos 70 que mantém vigilância na fronteira com a Venezuela. O motivo é a retomada de uma antiga disputa territorial da Venezuela com a Guiana.
Em uma reunião dos chanceleres e ministros da Defesa dos países da América do Sul, realizada em Brasília na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu uma solução pacífica para a disputa. O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, já esteve em Caracas discutindo o assunto.
Nessa quinta-feira (30), a secretária do Itamaraty para a América Latina, a embaixadora Gisela Padovan, voltou a dizer que o Brasil busca o entendimento: "O Brasil está acompanhando e mantendo, como eu digo, um diálogo construtivo em busca de uma solução bilateral ou pela corte, mas uma solução pacífica para essa questão. Porque nosso interesse realmente é não ter nenhuma questão militar e bélica na nossa região. A gente prima pela paz".
Com o apoio da Assembleia Nacional, o presidente Nicolás Maduro marcou um referendo para este domingo (3). Os venezuelanos vão decidir se apoiam a incorporação ao país da região de Essequibo, que fica no país vizinho, a Guiana.
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