Durante a 15ª Conferência de Biodiversidade das Nações Unidas, (COP15), que chega ao fim, em Montreal, no Canadá, o Brasil defendeu que o Quadro de Biodiversidade Global (GBF, na sigla em inglês) deve ser guiado pelo senso renovado de cooperação e solidariedade internacional. Assim como houve uma defesa enfática da criação de um Fundo Global para o Clima durante a COP27, o Brasil propôs um Fundo Global de Biodiversidade como parte do esforço conjunto entre países desenvolvidos e nações em desenvolvimento para o cumprimento das metas.
A conferência tem como objetivo um Marco Global para Biodiversidade Pós 2020. O texto apresentado pela presidência da conferência, atualmente ocupada pela China, trouxe as metas e objetivos para o novo Marco, entretanto não houve consenso quanto à proposta por parte de países emergentes. O Brasil, que vinha adotando postura mediadora, pressionou as demais partes quanto à falta de ambição sobre financiamento.
A secretária Julie Messias, representante brasileira na COP15, destacou números importantes quando se fala da enorme diversidade de espécies no país. O Brasil detém 20% da biodiversidade do mundo, possui 66% de suas florestas protegidas, além de uma agricultura recordista em produção de alimentos e que fixa o carbono da atmosfera.
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