O Brasil registrou a criação de 137.303 empregos formais em janeiro, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo positivo resulta de 2.271.611 admissões e 2.134.308 desligamentos, elevando o total de trabalhadores celetistas ativos para 47,3 milhões, uma variação de 0,29% em relação a dezembro. No acumulado de 12 meses, foram criados 1.650.785 empregos formais.
Entre os setores, a Indústria Geral liderou a geração de empregos com 70.428 novas vagas, seguida por Serviços (45.165), Construção (38.373) e Agropecuária (35.754). O Comércio foi o único setor com saldo negativo, registrando a perda de 52.417 postos de trabalho. Regionalmente, quatro das cinco regiões apresentaram crescimento, com destaque para o Sul (+65.712 empregos) e Centro-Oeste (+44.363). O Nordeste foi a única região com saldo negativo, com 2.671 postos a menos.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, celebrou os números, mas criticou previsões pessimistas do mercado sobre a economia brasileira. Ele destacou o aumento real do salário mínimo e a necessidade de um planejamento econômico voltado para o crescimento sustentável. O salário médio de admissão teve alta de 4,12%, atingindo R$ 2.251,33, reforçando a tendência de recuperação do poder de compra dos trabalhadores.
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