O Brasil espera que a Cúpula de Líderes em Belém (PA), nos dias 6 e 7 de novembro, direcione as negociações da COP30 em temas estratégicos da agenda climática global, como reforço das metas de adaptação, ampliação do financiamento climático, valorização de florestas e oceanos, além de definir estratégias para reduzir o desmate e o uso de combustíveis fósseis. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que o país busca liderar “pelo exemplo”, citando a queda no corte raso da Amazônia e o compromisso de zerar o desmate ilegal até 2030, conforme o Plano de Transformação Ecológica apresentado na COP28.
A cúpula contará com plenárias de líderes nacionais e internacionais, sessões sobre florestas, oceanos, transição energética, metas do Acordo de Paris e financiamento climático, incluindo o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que destina 20% dos recursos diretamente a povos indígenas e comunidades locais. Apesar da relevância, o secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, Maurício Carvalho Lyrio, esclareceu que o encontro não terá caráter deliberativo, cabendo à COP a definição formal de decisões e acordos.
Além da articulação federal, estados e municípios se mobilizam para fortalecer a agenda climática nacional. Governadores e representantes de consórcios regionais destacam a importância de incluir todos os biomas brasileiros nas negociações, ressaltando a necessidade de financiamento, conservação e restauração ambiental.
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