O Brasil apresentou, durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulan Bator, na Mongólia, uma meta para combater a degradação da terra e os efeitos da seca até 2030. O compromisso prevê a recuperação e restauração de mais de 163 mil quilômetros quadrados de áreas degradadas no país.
Além da recuperação dessas áreas, a proposta estabelece medidas de prevenção, conservação e manejo sustentável em outros 3,51 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 43,1% do território nacional. Durante a conferência, o Brasil também apoiou a criação de um mecanismo para aproximar ciência e políticas públicas, com o objetivo de ampliar o uso de dados científicos no enfrentamento da desertificação, da degradação do solo e da seca.
A COP17 aprovou 34 decisões, incluindo referências à bioeconomia e às tecnologias sociais como instrumentos para promover desenvolvimento sustentável, geração de renda e redução da pobreza em regiões afetadas. O encontro também reconheceu formalmente a participação de povos indígenas e comunidades locais nas discussões da Convenção, enquanto a próxima COP da UNCCD está prevista para ocorrer no Egito, em 2028.
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