O Brasil continua a ser um dos principais epicentros do tráfico de animais silvestres, com destinos principais na Europa, Estados Unidos e Ásia. Este comércio ilegal é a terceira atividade criminosa mais lucrativa do mundo, movimentando cerca de 10 bilhões de dólares anualmente, ficando atrás apenas do tráfico de pessoas e drogas.
Anualmente, cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados da natureza brasileira para abastecer esse comércio. Alarmantemente, de cada 10 animais capturados, 9 morrem antes de chegar ao destino final, evidenciando a brutalidade e ineficiência desse tráfico.
As consequências desse tráfico são devastadoras para a biodiversidade global. Em apenas 46 anos, as atividades humanas já dizimaram dois terços da vida selvagem no planeta. Um novo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), divulgado nesta semana, confirma que o tráfico de animais silvestres não apresentou redução significativa nas últimas duas décadas.
O relatório menciona alguns sinais positivos para espécies icônicas, como elefantes e rinocerontes, mas ressalta a necessidade de uma aplicação mais eficaz da lei e de investigações mais rigorosas para combater o problema. O documento destaca que os crimes contra a vida selvagem estão frequentemente ligados a grupos poderosos do crime organizado que operam em ecossistemas frágeis e diversos, desde a Amazônia, na América do Sul, até o Triângulo Dourado, na Ásia.
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