O governo dinamarquês manifestou sua disponibilidade para hospedar uma cúpula em prol da paz em julho deste ano, visando alcançar um acordo para encerrar o conflito na Ucrânia.
No entanto, Copenhague indicou que o sucesso dessa iniciativa depende do envolvimento do Brasil, Índia e China, países parceiros da Rússia no BRICS, que têm sido hesitantes em condenar a agressão de Moscou que desencadeou o confronto.
"Para iniciar, devemos nos empenhar em obter um compromisso global para a organização desse encontro", afirmou Lars Lokke Rasmussen, Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, durante a reunião do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia (UE) em Bruxelas, na Bélgica. "É necessário despertar o interesse e envolvimento de países como Índia, Brasil e China", acrescentou.
Segundo o Ministro, essa possível cúpula seria realizada sem a presença de um representante russo. "Se a Ucrânia considerar que chegou o momento de realizar tal reunião, seria fantástico. Nesse caso, a Dinamarca, obviamente, estaria disposta a sediá-la", afirmou Rasmussen.
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