Tuesday, 09 de June de 2026
10/12/2022   11:33h - Polí­tica

Bolsonaro quebra o silencio e diz que reclusão "dói na alma"

Trinta e sete dias. Foi o tempo que o presidente Jair Bolsonaro ficou sem dar declarações públicas. Nesta sexta-feira, 9, ele quebrou o silêncio e falou por cerca de 15 minutos a apoiadores em frente ao palácio da Alvorada, em Brasília. Na declaração, ele disse que a reclusão "dói na alma" e que "quem decide para onde vão as Forças Armadas, a Câmara e o Senado" é o povo.

"Estou praticamente há quarenta dias calado, não é fácil. Dói, dói na alma. Sempre fui uma pessoa feliz no meio de vocês, mesmo arriscando minha vida no meio do povo, como arrisquei em Juiz de Fora em setembro de 2018", disse, lembrando a facada que levou durante a campanha eleitoral quatro anos atrás.

Bolsonaro fez as declarações acompanhado do ex-ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, e do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, pouco depois da derrota do Brasil para a Croácia nos pênaltis, pela Copa do Mundo do Catar.

"Hoje, estamos vivendo um momento crucial, uma encruzilhada. Quem decide o meu futuro são vocês, quem decide para onde vão as Forças Armadas são vocês, quem decide para onde vai a Câmara e o Senado são vocês", afirmou Bolsonaro.

O atual mandatário, mais uma vez, não reconheceu abertamente a sua derrota nas urnas e nem parabenizou o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, assumiu a responsabilidade por "erros" - que não especificou - e pediu a seus apoiadores para não o criticarem "sem saberem tudo o que está acontecendo". 

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