Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal, ontem (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o pai solicitou articulação direta com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que o PL da Anistia seja pautado. O projeto, que prevê anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, está parado e depende da conclusão do relatório do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que renomeou o texto como “PL da Dosimetria”.
Flávio declarou que o PL fará uma mobilização pela votação ainda nesta semana, apesar de não haver previsão de inclusão na pauta. Ele criticou o conteúdo em elaboração pelo relator e disse que o partido defenderá uma versão que trate diretamente da anistia, utilizando emendas para alterar o texto caso necessário. Segundo o senador, a proposta de Paulinho ainda é desconhecida e pode não atender aos interesses da sigla.
O senador também relatou que Bolsonaro permanece “indignado e inconformado” com sua prisão preventiva, decretada após a violação da tornozeleira eletrônica, em que confessou ter usado um ferro de solda para danificar o equipamento. Flávio afirmou ainda que o ex-presidente voltou a sofrer crises de soluço que preocupam a família. Durante audiência de custódia, Bolsonaro disse ter vivido um episódio de “paranoia” entre a última sexta (21) e último sábado (22), quando ocorreu a violação.
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