O novo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta uma deterioração nas expectativas econômicas. O mercado financeiro elevou a projeção da taxa Selic para 13,00% ao ano em 2026, indicando que os juros devem permanecer elevados por mais tempo para conter a pressão inflacionária. As estimativas para 2027 também subiram, chegando a 11,00%.
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sofreu sua sexta alta semanal consecutiva, com a projeção para 2026 subindo de 4,71% para 4,80%. Esse cenário de desancoragem também atingiu o IGP-M e os preços administrados, refletindo o pessimismo dos analistas quanto ao controle do custo de vida no curto e médio prazo. Já a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o mesmo ano teve uma leve oscilação positiva, passando para 1,86%.
Em contrapartida, o câmbio apresentou uma revisão para baixo pela segunda semana seguida. A estimativa para o dólar em 2026 recuou de R$ 5,37 para R$ 5,30, sugerindo uma perspectiva de maior entrada de capital ou valorização do real frente aos indicadores fiscais. O relatório reforça o cenário de juros restritivos como a principal ferramenta para estabilizar a economia brasileira nos próximos anos.
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