Em meio a uma grave crise de segurança, protagonizada por grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas, o Equador foi às urnas neste domingo decidir se aprova um conjunto de reformas constitucionais, algumas voltadas ao enfrentamento ao crime — pesquisas de boca de urna apontam que 9 das 11 propostas nas cédulas foram aprovadas, uma tendência confirmada pelos primeiros resultados oficiais. Outrora conhecido como uma ilha de relativa paz na América do Sul, o território equatoriano se tornou um ponto estratégico para a exportação de entorpecentes, e as quadrilhas impõem um regime de terror a milhões de pessoas ao redor do país. No dia da votação, o diretor de uma penitenciária, empossado na semana passada, foi assassinado.
As cédulas traziam cinco propostas do governo para mudanças na Constituição. A primeira, que despertou grande atenção de eleitores, analistas políticos e especialistas em segurança pública, tratava da permissão para que as Forças Armadas atuem com a Polícia no combate ao crime organizado. Hoje, os militares estão a cargo da defesa do país e da soberania nacional, e eles só podem ser empregados em ações de segurança interna em alguns casos específicos. Segundo a boca de urna, realizada pela empresa Infinity Estrategas, a proposta teve o apoio de 79,70 % dos eleitores.
Durante o caos que sucedeu a fuga de José Adolfo Macías Villamar, conhecido como Fito, líder da facção criminosa Los Choneros, de um presídio em Guayaquil, o presidente Daniel Noboa declarou “estado de conflito armado interno”,permitindo o emprego dos militares nas ruas. O decreto segue em vigor.
Fonte: O Globo
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