O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, afirmou na semana passada, que o banco não planeja nenhuma ação direta para socorrer a Americanas pois não é um "hospital de empresas".
"Não há possibilidade de tratar da crise da Americanas. O que tínhamos de fazer já fizemos, executamos a fiança e recuperamos nosso capital", disse.
Mercadante, contudo, indicou que pretende discutir a abertura de uma linha de crédito para pequenos fornecedores da varejista, que entrou em recuperação judicial devido a dívidas bilionárias.
"Compete à CVM, ao Banco Central, avaliar com rigor o que aconteceu. Os sócios principais têm volume de capital bastante expressivo para salvar a empresa, e sobretudo proteger os fundos de investimento, os 40 mil trabalhadores e as micro e pequenas empresas que são fornecedoras", disse Mercadante.
"O que poderemos fazer é discutir com a Febraban e o Ministério da Fazenda, e o sistema financeiro abrir uma linha de crédito para esses pequenos fornecedores que são vítimas dessa fraude", acrescentou.
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