Projetos de bioeconomia e sistemas agroflorestais (SAFs) estão transformando antigas áreas de pastagens degradadas no Pará em polos de produção sustentável de cacau, mandioca e açaí. Iniciativas como a da empresa Belterra e de assentamentos de agricultura familiar demonstram que é viável recuperar a floresta enquanto se gera renda e créditos de carbono. O modelo utiliza a sombra de espécies maiores para proteger cultivos sensíveis, promovendo um equilíbrio entre produtividade e conservação.
?A Embrapa e outras instituições apoiam mais de 40 projetos que visam explorar a biodiversidade amazônica sem a necessidade de novos desmatamentos. Além do fortalecimento econômico, que já movimenta bilhões de reais no Pará, essas práticas ajudam a mitigar mudanças climáticas ao manter o balanço hídrico da região. O sucesso dessas "fazendas-laboratório" tem atraído investimentos significativos de órgãos como o BNDES e empresas privadas.
?Apesar do avanço, especialistas defendem a necessidade de maior coordenação do Estado para integrar esses projetos e garantir que a bioeconomia seja socialmente inclusiva. O recém-lançado Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia busca consolidar essa estratégia nacional, focando não apenas na inovação tecnológica, mas também no respeito aos conhecimentos tradicionais e na justiça social para as comunidades locais.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.